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Transparência, automação e inteligência operacional

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    Operador monitorando pedidos em tempo real para reduzir WISMO no atendimento logístico B2B.

    Como reduzir chamados WISMO (Onde está meu pedido?) e automatizar o atendimento B2B

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      Reduzir WISMO começa muito antes de implantar um novo canal de atendimento. 

      Na prática, os chamados do tipo “Onde está meu pedido?” diminuem quando a operação consegue compartilhar eventos logísticos confiáveis em tempo real, sem depender de consultas manuais ao ERP, ligações para transportadoras ou troca de e-mails entre áreas. 

      Quanto menor a dependência dessas atividades, menor o volume de contatos repetitivos no SAC e maior o tempo disponível para atender situações que realmente exigem intervenção humana.

      Em muitas operações B2B, o telefone toca durante todo o dia para responder perguntas que poderiam ser respondidas automaticamente. 

      O cliente não procura o atendimento porque deseja conversar com a empresa; ele procura porque não encontra informações atualizadas sobre seu pedido. 

      Esse cenário transforma equipes comerciais, Customer Success e SAC em intermediárias de dados que já existem, mas permanecem dispersos entre diferentes sistemas.

      O problema raramente é a ausência de informação. Na maioria das vezes, ela existe, mas permanece fragmentada entre ERP, TMS, transportadoras e controles paralelos, impedindo que chegue rapidamente ao cliente. 

      O que é WISMO na logística e qual o seu verdadeiro impacto financeiro?

      WISMO (Where Is My Order?) é o conjunto de chamados em que o cliente entra em contato apenas para descobrir o status de um pedido. 

      Em operações logísticas, essa métrica mede quanto do atendimento é consumido por solicitações de rastreamento que poderiam ser resolvidas por informações acessíveis ao próprio cliente.

      O problema vai além do volume de ligações. 

      Cada chamado inicia uma sequência operacional pouco eficiente: o analista consulta o ERP, verifica o TMS, procura registros de transporte, envia mensagens ao motorista ou à transportadora e, somente depois, retorna ao cliente. 

      Enquanto isso, outros atendimentos permanecem em fila.

      Uma das métricas WISMO mais relevantes é o custo por chamado. Esse indicador considera o tempo gasto pelos profissionais, o custo da estrutura de atendimento e o impacto indireto causado pela interrupção das atividades da equipe. 

      Em empresas com centenas de pedidos diários, poucos minutos gastos por atendimento representam dezenas de horas consumidas toda semana apenas para localizar informações já existentes.

      Esse tempo normalmente é retirado de outras atividades do atendimento. 

      Enquanto um analista busca informações em diferentes sistemas, solicitações de reentrega, tratativas de ocorrências e negociações com transportadoras permanecem em espera. 

      O efeito aparece diretamente no SLA interno da operação, mesmo quando o volume de pedidos permanece estável.

      O impacto do WISMO no atendimento logístico também aparece em indicadores menos óbvios. 

      Clientes aguardam respostas por mais tempo, gestores deixam de acompanhar atividades estratégicas e a área comercial passa parte do dia respondendo perguntas operacionais. 

      Quando isso acontece de forma recorrente, o atendimento deixa de gerar relacionamento e passa a atuar como um buscador manual de informações.

      O verdadeiro problema, portanto, não é a pergunta “Onde está meu pedido?”, mas o fato de a empresa depender de pessoas para responder algo que poderia estar disponível automaticamente.

      Por que as operações B2B sofrem tanto com as perguntas sobre “Onde está meu pedido”?

      As operações B2B costumam envolver múltiplos sistemas, diferentes transportadoras, etapas de separação, faturamento, expedição e entrega. 

      Quando essas informações não circulam de forma integrada, cada departamento enxerga apenas uma parte da jornada do pedido.

      O cliente percebe essa fragmentação imediatamente. Como não possui acesso aos eventos logísticos, utiliza o SAC como única fonte de informação.

      A dependência de processos manuais e controles descentralizados

      Grande parte das empresas ainda depende de planilhas, e-mails e consultas individuais aos sistemas para acompanhar pedidos.

      Imagine um cliente perguntando sobre uma entrega programada para o dia seguinte. Antes de responder, o analista normalmente precisa:

      • consultar o ERP para confirmar o faturamento;
      • verificar no TMS se a carga foi expedida;
      • entrar em contato com a transportadora para validar a posição do veículo;
      • confirmar se houve alguma ocorrência durante o trajeto;
      • consolidar essas informações manualmente antes de retornar ao cliente.

      O problema não está na existência desses dados. Eles já foram registrados durante a operação. O que falta é uma estrutura capaz de reunir esses eventos em uma única linha do tempo.

      Essa fragmentação cria outro efeito importante: diferentes áreas passam a fornecer respostas distintas para o mesmo pedido. 

      Enquanto o comercial informa uma previsão baseada no ERP, a logística trabalha com informações da transportadora e o atendimento depende de mensagens trocadas por aplicativos. 

      O cliente recebe versões diferentes porque cada profissional consulta uma fonte diferente.

      Quando a informação deixa de circular automaticamente, o WISMO passa a ser consequência direta da arquitetura operacional.

      Como diminuir o WISMO no B2B: 3 pilares da automação de atendimento logístico

      Empresas que conseguem reduzir chamados “Onde está meu pedido?” normalmente adotam três práticas complementares. 

      O objetivo não é criar mais canais de atendimento, mas distribuir informação confiável antes que o cliente precise solicitá-la.

      1. Rastreamento de cargas em tempo real e de ponta a ponta

      Em muitas operações, o rastreamento começa apenas quando o veículo sai para entrega. Para o cliente B2B, isso representa apenas uma pequena parte do processo.

      O acompanhamento precisa considerar eventos desde o faturamento do pedido, separação no estoque, expedição, coleta pela transportadora, movimentações durante o transporte, ocorrências registradas na rota e confirmação da entrega.

      Cada evento operacional registrado passa a alimentar uma única linha do tempo do pedido. 

      Assim, comercial, atendimento, logística e transportadora deixam de consultar bases diferentes para descobrir o que aconteceu. Todos passam a trabalhar sobre o mesmo histórico de eventos registrados. 

      Quando ocorre um atraso na coleta, por exemplo, essa informação deixa de ficar restrita ao operador logístico e passa a estar disponível para todas as áreas envolvidas.

      Isso muda completamente a tomada de decisão. Em vez de descobrir um atraso somente após uma reclamação do cliente, a equipe consegue agir assim que o evento é registrado.

      2. Autoatendimento logístico via Portal e WebBot

      O autoatendimento logístico reduz a necessidade de interação humana porque transfere ao cliente o acesso às informações que antes dependiam do SAC.

      Um Portal de rastreamento B2B permite consultar o andamento do pedido, acompanhar eventos registrados durante o transporte, localizar documentos fiscais e acessar informações relacionadas à entrega sem abrir chamados.

      O mesmo acontece com um WebBot integrado aos sistemas logísticos. 

      Em poucos segundos, o cliente informa o número do pedido e consulta o último evento registrado, a previsão de entrega e os documentos disponíveis, sem depender de um analista pesquisar essas informações em diferentes sistemas. 

      Esse modelo modifica a rotina operacional de forma concreta. 

      O analista deixa de responder centenas de consultas repetitivas e passa a dedicar tempo para tratativas que exigem análise técnica, negociação com transportadoras ou gerenciamento de exceções.

      Mais importante do que diminuir contatos é permitir que a equipe trabalhe sobre problemas reais, e não sobre consultas informativas.

      3. Comunicação proativa: antecipando a dúvida do cliente

      Essa mudança acompanha uma transformação mais ampla na forma como empresas se relacionam com seus clientes. 

      Em artigo publicado na Harvard Business Review, Nicolaj Siggelkow e Christian Terwiesch defendem que organizações orientadas por dados devem criar conexões contínuas, compartilhando informações conforme os eventos acontecem, em vez de esperar que o cliente solicite atualizações. 

      Essa lógica reduz a dependência do atendimento para consultas recorrentes. 

      Por isso, a forma mais eficiente de diminuir o WISMO é informar antes que o cliente pergunte.

      Quando cada avanço operacional gera notificações automáticas por e-mail ou WhatsApp, o cliente acompanha o processo naturalmente, sem depender de ligações.

      Essa comunicação pode incluir confirmações de faturamento, coleta realizada, início do transporte, previsão atualizada de entrega, registro de ocorrências e comprovação da entrega.

      Caso uma transportadora registre atraso devido a bloqueio rodoviário, por exemplo, essa informação pode ser compartilhada imediatamente com o cliente. 

      Em vez de descobrir o problema horas depois por meio de uma reclamação, a empresa comunica o ocorrido enquanto ainda está tratando a situação.

      Esse modelo fortalece a confiança porque elimina períodos prolongados de silêncio operacional.

      O papel da Torre de Controle Logística no tratamento de exceções

      Mesmo operações altamente automatizadas convivem com avarias, recusas de recebimento, problemas mecânicos e alterações de rota.

      A diferença está na velocidade com que essas ocorrências são identificadas e encaminhadas.

      Uma Torre de Controle Logística reúne eventos operacionais em tempo real para que gestores acompanhem pedidos críticos, identifiquem desvios e iniciem tratativas antes que o cliente seja impactado.

      Quando todos trabalham sobre a mesma sequência de eventos registrados, desaparece a necessidade de investigar informações espalhadas entre diferentes departamentos.

      Centralização de tratativas

      Cada exceção operacional precisa gerar uma tratativa estruturada.

      Se um motorista registra uma tentativa de entrega sem sucesso, essa ocorrência deve iniciar imediatamente um fluxo envolvendo atendimento, logística e transportadora.

      Em vez de múltiplos e-mails ou ligações paralelas, toda a equipe acompanha o histórico da ocorrência, identifica o responsável pela próxima ação e registra cada atualização no mesmo processo.

      Esse modelo reduz atrasos provocados por falhas de comunicação e evita que um problema operacional evolua para dezenas de contatos no SAC.

      Esse modelo reduz atrasos provocados por falhas de comunicação e evita que um problema operacional evolua para dezenas de contatos no SAC. 

      Na prática, a Torre de Controle transforma cada ocorrência registrada em uma ação acompanhável, com responsável definido e histórico completo. 

      Isso reduz o tempo entre identificar um desvio e iniciar sua tratativa, impedindo que pequenas ocorrências se transformem em crises de atendimento.

      FAQ – dúvidas frequentes sobre WISMO

      O WISMO pode ser eliminado completamente?

      Não. Sempre existirão clientes que preferem falar com um atendente, especialmente em situações críticas. O objetivo é eliminar os chamados relacionados apenas à consulta de status, disponibilizando informações atualizadas por meio de rastreamento em tempo real, autoatendimento e comunicação proativa.

      Quais indicadores ajudam a medir o impacto do WISMO?

      Os principais indicadores são volume de chamados WISMO, custo por chamado, tempo médio de atendimento, taxa de autoatendimento e percentual de consultas resolvidas sem intervenção humana. Essas métricas mostram quanto esforço operacional ainda é consumido apenas para informar o status dos pedidos.

      O WISMO afeta apenas o SAC?

      Não. O impacto costuma atingir também as equipes comercial, logística, Customer Success e transportadoras. Quando as informações permanecem fragmentadas, diferentes áreas passam a responder as mesmas dúvidas dos clientes, aumentando retrabalho, interrupções e perda de produtividade em toda a operação.

      Como reduzir chamados “Onde está meu pedido?” no B2B?

      A redução do WISMO depende da combinação de rastreamento ponta a ponta, integração entre sistemas, comunicação proativa e canais de autoatendimento. Quando os eventos logísticos são compartilhados automaticamente, o cliente acompanha o pedido sem precisar recorrer ao SAC para obter atualizações.

      Conclusão: Automatize a comunicação e devolva o tempo estratégico ao seu SAC

      Reduzir WISMO não significa dificultar o contato com o cliente. Significa eliminar perguntas que existem apenas porque a informação permanece fragmentada entre sistemas, equipes e parceiros logísticos.

      Quando eventos operacionais passam a alimentar rastreamento ponta a ponta, portais de autoatendimento, WebBots, notificações proativas e uma Torre de Controle para gestão de exceções, o atendimento deixa de atuar como intermediário da informação e passa a concentrar seus esforços em atividades de maior valor para Customer Success e para o relacionamento com o cliente.

      Você não precisa aceitar o WISMO como uma rotina na sua operação. 

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